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É de compreender que sobretudo nos cansamos. Viver é não pensar.

A Teoria da Internet Viva

non-tech web

A popularidade da teoria da internet morta tem aumentado nos últimos tempos. Talvez já faça até parte da cultura pop.

É realmente tentador acreditar que são só robôs gerando e consumindo todo o conteúdo que existe se você só frequenta a web dos jardins murados, das timelines com curadoria algorítmica e do slop.

Na realidade, até para quem ativamente tenta se manter longe dessa web é possível dar algum crédito à teoria. Tirei o meu site do GitHub Pages e estou aprendendo o nome de vários bots diferentes a cada nova olhada nos logs do meu servidor1.

Mas aí lembro da Federação, da Indie/Small Web, dos e-mails que recebo de vez em quando e das citações aleatórias ao Crie a Porra de um Blog que vez ou outra aparecem.

A web está vivona, bem vivona, você só precisa procurar nos cantos certos. Talvez seja até possível dizer que a maior parte da web esteja morta - ou coisa pior - e que o que há de vivo são uns poucos povoamentos humanos, algo meio The Walking Dead2. Se assim for, tudo bem. Ainda há vida e possibilidades de contatos com pessoas incríveis na web. Acho que devemos aproveitar. 😊

Acho mais do que isso, acho que podemos propalar uma Teoria da Internet Viva. Em vários cantos da web existe gente do outro lado, de todo tipo. E isso é do caralho.


Colagem de diversas imagens criadas por humanos sobre um desktop que parece com o do Windows 95. Cada imagem é um link para uma página arquivada pelo Internet Archive.

Captura do Alive Internet Theory, de Spencer Chang

Esse post foi inspirado pelo Alive Internet Theory, uma obra encomendada pelo Internet Archive para celebrar a marca da trilionésima página arquivada por eles. Há outras obras.


  1. Fora os Malandrilsons tentando baixar arquivos .env ou achando que sou um roteador vulnerável↩︎

  2. Não sei bem se estou usando essa referência corretamente. Nunca li The Walking Dead. Pelo que ouço falar, há zumbis e comunidades vivas isoladas tentando sobreviver. É isso? ↩︎

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